Conheça, assine e defenda uma tese contra a repressão no XI Congresso

Um grupo de graduandos e pós-graduandos desenvolveu uma tese (leia abaixo) a ser defendida no XI Congresso dos estudantes da USP.

Para assinar essa tese contra a repressão comente esse post informando o nome e a unidade onde estuda.

Cabe lembrar que haverá eleições de delegados para o Congresso nos cursos, a partir de amanhã (14/8), nas seguintes datas:

ECA – 3F, 4F, 5F
Sociais – 3F, 4F, 5F, 6F
Letras – 3F, 4F, 5F
FAU – 3F, 4F

NÃO À REPRESSÃO: FORA PM! FIM DOS PROCESSOS!

Nós que assinamos esta tese reivindicamos os pontos centrais e os métodos defendidos e utilizados na luta dos estudantes da USP ao final de 2011 e início de 2012. Mais que um mero balanço dessa experiência, este texto busca evidenciar nela um programa – uma forma de ação – que se contraponha à miséria política que ainda domina o movimento estudantil.

Desde o fim da greve até agora, desde que retornamos à “normalidade”, nada se resolveu; ao contrário, tudo se aprofundou. Nosso movimento está mais fraco e desorganizado que ao final do ano passado e sofremos processos políticos contra estudantes e trabalhadores presos nas desocupações da reitoria, em novembro de 2011, e da moradia retomada, no carnaval de 2012. Está ameaçado de expulsão um contingente equivalente a um terço de todos os expulsos desta Universidade durante toda a ditadura militar – oito estudantes já foram expulsos. A polícia permanece no campus e as organizações políticas estudantis e sindicais estão sob constante vigilância do aparato repressivo da Reitoria, que passou a ter um Coronel como Superintendente de Segurança.

É neste contexto que o DCE convoca, como “fórum pela democracia na USP”, o XI Congresso dos Estudantes e é para ele que queremos contribuir com o seguinte programa, baseado na luta do último ano:

1. Nosso eixo deve ser a luta defensiva, contra a repressão

O ano de 2011 transcorria calmo para a reitoria, que atacava o movimento estudantil e dos trabalhadores sem encontrar resistência. Processos políticos contra militantes estudantis e dirigentes sindicais multiplicavam-se; assembleias eram, até então, escassas. Os estudantes, imobilizados, assistiam a intensificação do policiamento na Universidade, que culminou no Convênio USP-PM assinado em setembro.

Entretanto, no final de outubro, quando a PM tentava deter três estudantes no estacionamento da História, centenas de outros estudantes responderam da única forma possível: confrontaram a ação policial. Passamos, a partir daquele momento, a responder aos ataques da PM e da Reitoria à altura.

Atos e assembleias tornaram-se cotidianos e, a cada semana, maiores; as palavras de ordem contrárias à repressão se espalharam pela Universidade. A presença da polícia no campus, os processos políticos contra estudantes e trabalhadores e a gestão Rodas passaram a ser amplamente questionados.

A luta mínima e defensiva – em defesa das nossas mínimas liberdades de organização e manifestação – nos conduziu a duas ocupações e à greve.

O movimento estudantil atingiu, então, um nível de organização e clareza políticas inéditos há algumas décadas. Tomou como pauta central a luta defensiva contra o avanço da repressão e submeteu a esta todas as diversas reivindicações parciais que surgiam no desenvolvimento da luta. Garantiu, assim, que nenhuma dessas reivindicações parciais (as “bandeiras políticas”) fosse usada pela burocracia universitária contra o movimento, mantendo sempre como central a luta defensiva, contra a repressão. A exigência de um “plano de segurança alternativo”, por exemplo, foi submetida pelos estudantes à saída da PM do campus.

2. Por formas organizativas dinâmicas, de acordo com o avanço da luta

A partir desta luta pelo mínimo, as contradições existentes na Universidade se expandiram e, à medida que a luta cresceu, nossas formas organizativas se desenvolveram.

Os estudantes criaram um Comando de Greve baseado em delegados eleitos e reeleitos nas assembleias de curso de acordo com o avanço e modificação da luta. As formas organizativas que correspondem à baixa participação política estudantil foram superadas por aquelas necessárias para dar conta do crescente número de pessoas que se politizou.

Das experiências infrutíferas de mobilizações anteriores – fóruns abertos sem lastro nas assembleias de curso –, o movimento estudantil saltou para esta forma superior de organização política. Tendo como norte as decisões das Assembleias Gerais, o comando passou a dirigir a ação política dos estudantes. Tornou-se o organismo de poder da maioria que se contrapôs aos fóruns restritos da burocracia universitária. Superou, nesse sentido, as entidades estudantis, cujas gestões são eleitas anualmente.

A superação das entidades estudantis não significou, nem deveria significar, sua dissolução. Elas podem, e devem – como fizeram algumas entidades –, apoiar sua própria superação pelo Comando de Greve, fornecendo sua estrutura e seus espaços para impulsionar a luta geral – que tem, nas assembleias de base, verdadeiras células da democracia direta na universidade.

Do trajeto dos atos de rua à organização da Calourada de 2012, passando pelos panfletos, jornais e cartazes, o Comando foi a voz dos estudantes em luta e o centro decisório do movimento – que fez frente, por seu dinamismo, às necessidades do embate político com a burocracia. Constitui-se numa experiência política e organizativa fundamental para nossas mobilizações futuras.

Num momento de mobilização intensa, as bases têm plena capacidade de transcender suas direções mais estáticas e de dirigir – por meio de organismos de participação direta, como o Comando de Greve – o movimento estudantil.

O avanço organizativo chegou próximo de colocar na ordem do dia a questão de quem manda na universidade: a burocracia, que a destrói e entrega ao capital em troca de benefícios particulares, ou a maioria organizada?

3. Ultrapassar os muros da Universidade

Após atingir seu ponto mais alto, a luta dos estudantes, por não se desenvolver, estagnou e, nesse impasse, na primeira assembleia geral de 2012, a greve foi encerrada. Diversas explicações pontuais podem surgir para responder a essa estagnação, mas acreditamos que é preciso buscar sua explicação na própria situação objetiva da universidade e do movimento estudantil.

Quando o poder da burocracia universitária começou a ser questionado, quando milhares de estudantes tomaram as ruas da USP e da cidade de São Paulo, exigindo o fim da repressão e a queda do Reitor, a luta precisava ultrapassar os limites da Universidade. Forças ainda maiores precisavam entrar em cena. Os estudantes dependiam de uma articulação, sobretudo com a classe trabalhadora, conforme nos ensinam as lutas estudantis de 1968 na França e de 1977 no Brasil. No entanto, os próprios aparelhos da classe trabalhadora estão ainda em grande parte paralisados pelas burocracias sindicais vinculadas ao governo.

Por não conseguir ultrapassar a Universidade, por carecer de maiores energias, o ME saiu temporariamente derrotado.

4. O Congresso precisa nos armar para os futuros combates

Acreditamos, entretanto, que grandes combates estão em nosso horizonte.

Diante dos ataques aos seus direitos mínimos, historicamente conquistados por meio da luta, a resposta da classe trabalhadora e da juventude europeias mostra, hoje, aquilo que em breve se imporá sobre a realidade brasileira e permitirá que o movimento estudantil saia do isolamento.

Aqueles que, dentro da Universidade, a desmontam e a vendem a varejo terão de enfrentar a resistência não apenas dos estudantes, mas da juventude aliada à classe trabalhadora.

Diante disso, o XI Congresso dos Estudantes da USP não pode ter outra tarefa além de, em correspondência às necessidades objetivas da luta contra o avanço da repressão, armar o movimento estudantil com um programa defensivo que a aprofunde. Este não pode ser um fórum por qualquer democracia – enquanto um valor universal e abstrato –, nem um fórum por pequenas reformas na estrutura de poder de uma Universidade decadente, em desmanche, cujo destino está submetido ao de uma sociedade também decadente. Deve ser um fórum que sirva à nossa organização direta.

Assim, devemos absorver a experiência do último processo para não perdermos tempo quando se aproximarem os próximos combates. Tiramos algumas lições deste processo e é preciso reafirmá-las: é das lutas defensivas e comuns, sensíveis a todos os estudantes, que se deve partir (e não de panaceias trazidas externamente ao ME por grupos políticos particulares); é preciso, no decorrer da luta, fazer crescer junto com a mobilização as formas organizativas, sempre superando as mais estáticas pelas mais dinâmicas e diretas.

O último período evidenciou que a luta contra a repressão e em defesa das liberdades democráticas tem que ser a nossa pauta central. O que está em jogo é a existência do movimento estudantil (liberdade para reuniões, festas, panfletagens, colagem de cartazes etc.), ou seja, o mínimo.

Dentro e fora da USP, a juventude e a classe trabalhadora têm sido reprimidas de forma cada vez mais dura. Recentemente, trabalhadores de Jirau foram acusados de formação de quadrilha por organizarem uma greve; moradores do Pinheirinho tiveram suas casas destruídas numa operação de guerra tocada pela PM; estudantes em greve da Unifesp foram presos e quase enviados à penitenciária por conta de um protesto pacífico.

É só com base nessa pauta que vamos efetivamente – portanto, não apenas em discurso – nos unir aos trabalhadores e demais estudantes de todo o Brasil quando a próxima onda se aproximar.

É extremamente necessário armar o movimento estudantil com este programa defensivo.

Abaixo a Repressão!

Fora PM!

Pelo fim de todos os processos movidos contra estudantes e trabalhadores por motivação política!

Assinam:

Ciências Sociais

Alisson Bittencourt
Bruno Coturri
João Borghi
Thais Rabello
Alessandro Rinaldi
Bruno Martins

ECA

Cainã Vidor
José Dario Parra
Júlia Burnier
Laura Diaz
Luiza Rolla
Marcela Fleury
Murilo Carqueijo
Renata Passos
Tomas Irici
Renato Barbosa
Eduardo Azevedo

FAU

Alexandre Benoit
Ana Carolina Nicolay
Carime André
Karina Vicente
Nídia Paiva

Física

Cássio Alves
Oswaldo Souza

IME

Roberto Parente
Thais André

Letras

Beatriz Cyrineo
Emiliano Augusto
Jéssica Trinca
Rafael Padial
Rodrigo Oliveira
Tatiane Reghini
Suelen Pereira

Pedagogia

Gabriela Garcez Ikeda

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David Harvey declara apoio à saída da PM da USP

Nós, da chapa ContraCoroa, defendemos com vigor o fim do convênio da USP com a Polícia Militar. Consideramos inadmissível que essa pauta seja abandonada por parte do movimento estudantil e tomada como sendo intangível. Jamais deveremos aceitar que a presença da PM, a repressão e os desmandos da reitoria sejam naturalizados.

A declaração do geógrafo marxista David Harvey, em apoio às mobilizações contra a PM na USP, deixa clara a legitimidade de nossa luta. Por solicitação do Comando de Greve, em plena Calourada Unificada de 2012, Harvey cedeu-nos o seguinte relato:

“Esta é uma mensagem que eu gostaria de mandar para estudantes e demais membros da comunidade acadêmica da Universidade de São Paulo.

Eu fui informado de que há presença permanente da polícia no campus. É uma longa tradição, na verdade, que os campi das universidades sejam mantidos livres de influência externa, com o objetivo de maximizar a possibilidade de livre discussão e debate aberto sem nenhuma interferência extra. E eu penso que é, portanto, inadmissível que haja presença permanente de força policial externa dentro do campus.

Nessas circunstâncias, eu acho que os professores, os estudantes, a administração e todo o pessoal envolvido estão certos em lutar contra a perpetuação da prática de trazer forças de segurança estranhas ao campus, que criam uma atmosfera de intimidação; a maneira como essas forças agem acabam por gerar atos reais de intimidação, o que é inaceitável.

Então, eu peço com veemência que todos se unam para tentar remediar essa situação por que passa a Universidade de São Paulo. Boa sorte no combate. Eu acho que manter espaços abertos para livre discussão e debate é fundamental nesses tempos difíceis. Obrigado, e, como eu disse, boa sorte”.

ps: agradecemos à Boitempo Editorial pelo acesso a Harvey e pela cessão das imagens.

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Quem é quem nas eleições da APG? Vote ContraCoroa!

Após um dos maiores levantes dos últimos anos da juventude na USP, uma série de grupos políticos traz como eixo central em seus programas eleitorais a defesa da democracia na USP. No caso das eleições para Associação dos Pós-Graduandos (APG) esse ponto aparece como eixo das chapas Unindo as forças, lutando por todos e Política contra a Barbárie.

Nós da chapa ContraCoroa não somos contra a pauta de democratização da USP, mas acreditamos que a luta fundamental neste momento não pode ser separada do combate à
repressão. E por quê?

Não à toa, a assessoria de impressa da Reitoria da USP, gestão Rodas, recentemente publicou um artigo no USP-Destaques intitulado “A democracia na USP”. Nas eleições para o DCE da USP, a chapa de direita Reação reivindicava “um DCE realmente democrático”, ao mesmo tempo em que a chapa vencedora Não vou me adaptar (PSOL-PSTU) bradava: “Não vamos nos adaptar à falta de democracia na USP!”. Sem fugir à regra, nas eleições para a APG, as chapas Unindo as forças, lutando por todos e Política contra a Barbárie reivindicam a defesa da democracia na USP.

Mas o que significam hoje as diferentes defesas da democratização da USP?

A chapa Unindo as forças, lutando por todos enaltece em sua carta programa o governo federal; o mesmo governo que prendeu mais de 20 estudantes na Unifesp, que realizou inúmeras intervenções repressivas com uso das polícias nas universidades federais ocupadas pelos estudantes e ainda acusou o movimento estudantil de formação de quadrilha.

A defesa da democracia dessa chapa está em condenar as assembleias ao mesmo tempo em que chama de minoria os milhares de estudantes que se colocam em luta: “Os processos administrativos devem ser abertos, públicos e rigorosos na apuração, não podendo servir como ameaça às posições políticas minoritárias.” O que essa chapa ignora é que o problema central é a repressão contra a livre manifestação dos estudantes, muitas vezes por meio da judicialização e criminalização das atividades políticas.

A postura de pleitear que os processos sejam “abertos, públicos e rigorosos” é no mínimo contraditória, pois desconsidera, cegamente, que a estrutura de poder que os instaurou não é, em nenhum nível, “aberta ou pública”. De um lado, reivindica a democracia na USP e, de outro, afirma que o movimento vive uma “ditadura inexistente e alarmista” (como admitir que é preciso democratizar a estrutura de poder da universidade e, em outro ponto do programa, legitimar os processos instaurados por esta e ainda afirmar que o movimento vive uma “ditadura inexistente e alarmista”?).

Ao admitir os processos, legitima a estrutura de poder, evidenciando o perigoso labirinto aberto àqueles que não articulam as palavras “fora Rodas”, “fora PM” e “fim dos processos”.

A chapa Política contra Barbárie tem como ponto central de seu programa a “defesa da democratização da USP”. Porém, como é possível reivindicar a pauta da democratização ignorando toda a movimentação estudantil ocorrida nos 6 últimos anos? A defesa da democracia dessa chapa se distancia da pauta das últimas greves. Abstrai e ignora as reivindicações do movimento estudantil para defender uma pauta com inúmeros pontos de reivindicação.

Negou-se a debater a construção de uma chapa de unidade programática em torno da luta contra a repressão e da democratização da USP. Além de não realizar esse debate chegou a excluir unilateralmente, através de um email, os pós-graduandos que tentaram realizar  tal debate.

Diante do histórico de repressão sobre o movimento estudantil nas escolas e universidades, diante das reintegrações de posse realizadas pelas polícias em nível estadual (PM), federal (PF) e até internacional (vide Chile e EUA – U. Berkeley-2011), diante das mais de 100 prisões realizadas no interior das universidades paulistas motivadas pelo ascenso do movimento estudantil, diante da acusação de formação de quadrilha aos estudantes que organizaram suas reivindicações, o que fazer?

A partir desse histórico fica claro que o que une hoje os estudantes Brasileiros aos estudantes de outros países como os do Chile, do Canadá e muitos outros é a luta em torno da defesa das liberdades democráticas contra a repressão. Como a história recente das movimentações dos estudantes na USP mostrou, é a luta contra a repressão – por meio dos métodos diretos de organização – a única forma concreta de defender as nossas liberdades democráticas. É a defesa contra as prisões, contra a proibição de manifestações políticas, contra os processos jurídicos movidos àqueles que entram e entraram em luta a única forma de realizar a defesa do que parece mínimo e ao mesmo tempo impossível.

Não defender o fim da repressão pelas liberdades democráticas é ignorar o espaço de livre discussão e livre manifestação que deve existir na Universidade para que, de fato, ela possa minimamente ser uma Universidade.

FORA RODAS!
FORA PM!

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As ilusões da via burocrática: posicionamento da chapa ContraCoroa sobre as eleições para RDs na pós

Nos dias 26, 27 e 28 ocorrem simultaneamente as eleições para a APG da USP-Campus Capital e para a ocupação de cargos de Representação Discente da pós-graduação nos conselhos centrais em todos os campi.

A chapa ContraCoroa concorre apenas na eleição para a APG. Em nosso entendimento, a via institucional da atuação do movimento estudantil por meio de seus RDs mostra-se hoje um caminho absolutamente precário para o atendimento de nossas perspectivas e demandas.

O motivo — reconhecido por todos há muito tempo – é a tão falada estrutura de poder da USP, que tem baixíssima representação discente. Mas o principal fator a ser destacado no momento é que essa precariedade acentuou-se durante a gestão Rodas, na qual até as vias institucionais clássicas da burocracia universitária são atropeladas. O esvaziamento do CO pode ser ilustrado em situações como a aprovação ad referendum do orçamento da USP, a não discussão do decreto que eliminou estudantes no fim de 2011, e a passividade do conselho diante da centralização de poder em torno da reitoria, por meio da criação de superintendências na semana do carnaval, a mesma semana em que contamos uma vez mais com a presença da Tropa de Choque no campus Butantã.

Nós da chapa ContraCoroa acreditamos que esses espaços, mais do que insuficientes para expressar as reivindicações estudantis, acabam por legitimar decisões tomadas pela burocracia acadêmica e estimulam ilusões em boa parte dos estudantes, afastando-os do terreno onde as transformações podem se dar efetivamente: na luta direta, nas assembleias e manifestações livres dos estudantes, espaços nos quais eles efetivamente poderão ter voz.

No caso das eleições para RDs existem duas chapas concorrentes: Política contra a barbárie e Unindo forças, lutando por todos.

A chapa Unindo forças, lutando por todos tem concepções e modo de atuação muito próximos das políticas do governo federal e da chapa de direita para o DCE, a Reação.  Tem em seus quadros representantes discentes que concordam com os termos em que se deu a aprovação da alteração do regimento da pós-graduação. Em resumo: trata-se de um chapa que compõe o coro dos contentes com as políticas de Rodas.

Assim, acreditamos que a eleição de integrantes dessa chapa para os cargos de RDs pode ser usada como instrumento direto da reitoria para efetivação de suas políticas autoritárias e, portanto, defendemos voto na chapa para RDs Política contra a barbárie, em que pesem as suas ilusões quanto às possibilidades de mudanças atuando no interior dos fóruns burocráticos da universidade.

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O golpe de Rodas e a manipulação anunciada

Desde o auge da greve de 2011, amplos setores do movimento estudantil que militaram sem meias palavras pelo fim do convênio PM-USP alertavam para a fragilidade da pauta da democratização da USP defendida em abstrato.

Muito se discutiu a respeito e um dos principais alertas dados desde então é que tanto a estatuinte como outras reformas nas estruturas de poder não poderiam ser defendidas sem se levar em consideração o estado de exceção que a USP vivia e vive. Em nosso entendimento — sem luta concreta e sem mobilização estudantil ampla — tais iniciativas seriam facilmente sequestráveis pela burocracia.

Por esse motivo, não nos causa espanto que a própria reitoria esteja tomando a dianteira ao propor que o CO discuta a estrutura de poder [como noticiado aqui pelo jornal O Estado de São Paulo].

Talvez Rodas consiga aprovar a possibilidade de reeleição para o cargo de reitor, mas – sobretudo, o que está em jogo é a possível cooptação do movimento estudantil em nome de algumas flexibilizações no estatuto. Uma verdadeira cortina de fumaça para encobrir a institucionalização da repressão dentro da universidade.

Nesse momento, os estudantes – agindo apenas pela via de sua representação discente – têm poucas ferramentas para deter esse golpe anunciado. Nenhuma assembleia de estudantes está sendo convocada e qualquer possibilidade de deter essas ações da reitoria está vedada sem que haja uma mobilização dos professores, estudantes e funcionários de maneira massificada.

Cabe lembrar que um dos eixos da greve era “Fora Rodas! Por uma estatuinte livre e soberana”. O movimento de pós-graduação foi um dos responsáveis por essa formulação, uma vez que se entendeu que qualquer possibilidade de alteração do estatuto só poderia ser fruto de uma radical alteração da realidade da USP, com a queda de seu reitor autoritário e avesso ao diálogo.

Reformar o estatuto com Rodas no poder é viver o que vivemos no carnaval. A tropa de Choque na USP mais uma vez e um Conselho Universitário submisso aprovando mais centralização de poder em torno da reitoria por meio de superintendências.

Estatuinte por estatuinte, Rodas já tem a dele.

Ou a APG,  o DCE, a ADUSP, o Sintusp, os CA’s e os Grêmios servem para mobilizar os estudantes, funcionários e professores, ou seremos apenas espectadores de uma manipulação anunciada.

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Professores assinam “NOTA PÚBLICA SOBRE A PM NAS UNIVERSIDADES”

“NOTA PÚBLICA SOBRE A PM NAS UNIVERSIDADES: o episódio na UNIFESP”

Os abaixo-assinados, professores de distintas universidades brasileiras, estão convencidos de que é inaceitável a utilização da Polícia Militar para resolver conflitos internos à comunidade acadêmica. Os recentes episódios configurados pelas prisões arbitrárias e violências físicas contra estudantes e funcionários em universidades brasileiras são fatos intoleráveis que devem ser repudiados e denunciados pela consciência democrática.
Ao tomarmos conhecimento da violenta ação repressiva da PM paulista contra vários estudantes da Universidade Federal de São Paulo, campus Guarulhos, no dia 14 de junho, não podemos senão manifestar nossa inteira concordância com a NOTA PÚBLICA da PRÓ-REITORIA DE ASSUNTOS ESTUDANTIS dessa universidade. Os termos da digna e ponderada NOTA são os seguintes:
“Frente à ação policial ocorrida no campus Guarulhos da Unifesp no dia 14 de junho de 2012, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) manifesta a toda comunidade acadêmica e a toda sociedade o veemente repúdio à opção de tratar as questões universitárias, por mais complexas e controversas, por meio da violência. Ressaltamos que são valores da PRAE o compromisso com a democracia e o respeito à diversidade intelectual, cultural, social e política”.

Signatários:

Adma MUHANA, USP
Adrián GONZÁLES, USP
Álvaro CROSTA, Unicamp
Arley MORENO, Unicamp
Beatriz RAPOSO, USP
Caio N. de TOLEDO, Unicamp
Cilaine Alves CUNHA, USP
Cristiane GOTTSCHALK,
Edmundo DIAS, Unicamp
Francisco ALAMBERT, USP
Heloisa FERNANDES, USP
Hector BENOIT, Unicamp
Iná CAMARGO, USP
Jorge Luiz SOUTO MAIOR, USP
Jorge MIGLIOLI, Unicamp
Fernando LOURENÇO, Unicamp
Isabel LOUREIRO, Unicamp
Leda PAULANI, USP
Lincoln SECCO, USP
Lúcio Flávio ALMEIDA, PUC-SP
Luiz MARTINS, USP
Marcos SILVA, USP
Marcos Barbosa de OLIVEIRA, USP
Maria Victoria BENEVIDES, USP
Margareth RAGO, Unicamp
Marly VIANNA, USP
Milton PINHEIRO, UNEB/ICP
Osvaldo COGGIOLA, USP
Patrícia TRÓPIA, UFU
Paulo CENTODUCATTE, Unicamp
Plínio Arruda SAMPAIO JR., Unicamp
Ricardo ANTUNES, Unicamp
Ruy BRAGA, USP
Sérgio SILVA, Unicamp
Sofia MANZANO, USJ
Valério ARCARY, CEFET-SP
Virgínia FONTES, UFF
Vladimir SAFATLE, USP

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Situação vivida na Unifesp confirma linha política defendida na USP

Nesta segunda-feira, 18/6, um ato na avenida Paulista reuniu estudantes da USP e da Unifesp e assinalou um repúdio contra a repressão nessas e em outras universidades brasileiras. O enquadramento pelo crime de formação de quadrilha dos estudantes da Unifesp, presos na semana passada por se manifestarem politicamente, é absolutamente inaceitável.

O uso da polícia e do judiciário como forma de resolução de conflitos tem sido a tônica tanto na USP como nas universidades federais e uma luta defensiva que unifique os estudantes, trabalhadores e professores é fundamental.

Os recentes episódios na Unifesp e a mobilização que tais fatos despertaram dentro do corpo discente confirmam a correção da linha política que deve nos unificar e que consiste no combate à repressão.

Confira algumas fotos do ato:

ADIANTE!

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